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Rimac está prestes a comprar a Bugatti ao grupo VW

A VW aprovou um acordo que deixará a marca Bugatti sob as asas da empresa croata Rimac.

Enquanto o Grupo Volkswagen investe milhares de milhões de euros no seu futuro elétrico, a Bugatti fica um pouco na sombra dos eletrões. Estamos uma falar de uma entidade automóvel que tem tudo a ver com excesso – grande potência, grandes velocidades, muito dinheiro. Como isto não se ajusta à direção que a empresa está a tomar, a gigante alemã está a afastar-se da lendária marca francesa.

Ironicamente, porém, será uma empresa ainda mais focada no futuro elétrico a assumir as rédeas: Rimac. De acordo com um novo relatório da Car Magazine, os executivos da VW aprovaram a venda na semana passada, e a aquisição proposta pelo fornecedor de tecnologia elétrica croata está atualmente a aguardar a aprovação do conselho supervisor.

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Fonte: Bugatti

A Bugatti foi sem dúvida o mais valorizado dos projetos malucos de Ferdinand Piech, mas existe um plano em vigor para amenizar a oposição potencial à venda por parte da família Porsche-Piech, que possui 50 por cento do controlo do Grupo VW. O negócio será feito através da Porsche, que comprou 10 por cento da Rimac em 2018, expandindo para 15,5 por cento um ano depois. Entende-se que a transferência resultará na Porsche com uma fatia muito maior do bolo, com cerca de 49%.

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Isto é particularmente atraente para a Porsche e o grupo em geral, já que o objetivo da Rimac não são os hipercarros elétricos de 2.000cv que atraem as manchetes – são apenas vitrines de baixo volume para a inovadora e indispensável tecnologia da empresa. A Rimac já possui várias empresas, incluindo Aston Martin e Automobili Pininfarina, usando os seus componentes, enquanto a Hyundai e a subsidiária Kia possuem uma parte da empresa.

A transição para veículos elétricos em grande escala requer parceiros com a experiência e o conhecimento certos. A Rimac encaixa-se bem nisso – num curto espaço de tempo, as suas baterias de alta densidade e motores potentes tornaram-se muito procurados.

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Quanto ao que Mate Rimac pode tirar de isto tudo, juntamente com o controlo da marca Bugatti, também terá acesso às instalações de fabricação da era espacial da empresa, que poderá ser o lugar ideal para construir o C-Two, produção de que ainda não começou. Aparentemente, o fundador e CEO fez uma visita no início do ano e gostou do que viu. Acredita-se que a entrega das chaves de Molsheim para esta jovem empresa irá desencadear a saída do atual CEO da Bugatti, Stephan Winkelmann.

Fonte
carmagazine
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